quarta-feira, 4 de abril de 2012

Encontro Nacional da CTB reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília




Centenas de sindicalistas de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal comemoraram no último sábado (31), o sucesso que representou o 1º Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CTB. Para participar do evento, que se iniciou na sexta-feira (30), cetebistas do campo e da cidade não mediram esforços e se mobilizaram, vencendo a barreiras da discriminação existente dentro do movimento sindical.

Doquinha saúda as participantes na abertura do Encontro

A mesa de abertura, coordenada por Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora, foi composta pelos também dirigentes cetebistas Márcia Machado - vice-presidente e Paulo Vinícius (PV) - secretário da Juventude Trabalhadora, por Maria José, dirigente do Sinpro-DF e secretária de finanças da CTB-DF, Márcia Leporace representante da Secretária Espacial de Políticas para Mulheres (SPM), Isís Tavares, secretária de gênero da Confederação nacional da Educação (CNTE), Rosicléia dos Santos, secretária do Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Elza Campos, coordenadora nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM).

Mesa sobre conjuntura alerta para os impactos da crise e da desindustrialização para as mulheres

O primeiro paínel, que apresentou um proveitoso debate sobre conjuntura, contou com a participação dos dirigentes da Central, Celina Arêas (secretária de formação) e Joílson Cardoso (secretário de Relações Intersindicais), que abordaram o preocupante cenário da desindustrialização e os impactos na vida de trabalhadores e trabalhadoras.

Ainda na parte da amanhã, as mulheres aproveitaram a ocasião para prestar uma homenagem à Dilce Abigail Pereira, primeira secretária da mulher trabalhadora. A dirigente, que esteve na linha de frente de várias lutas das trabalhadoras da CTB, hoje ocupa o cargo de secretária de Turismo do Rio Grande do Sul.

A pioneira da secretaria das Mulheres da CTB agradece à homenagem

No período da tarde, foi a vez das sindicalistas esclarecerem as dúvidas sobre os dois Projetos de Lei da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho, que tramitam no Congresso Nacional. José Roberto, assessor do Senador Inácio Arruda, fez um informe sobre o projeto do senado e Doquinha, falou sobre o andamento do PL na Câmara Federal. O assessor parlamentar revelou que o projeto do senado recebeu parecer favorável da senadora, Ana Amélia, relatora do PL na Comissão de Assuntos Sociais. Depois de aprovado o texto segue o para a Comissão de Direitos Humanos do Senado. Há meses as mulheres promovem uma campanha que visa pressionar os parlamentares para a importância da aprovação dos PLs.

Outro tema que mobiliza sindicalistas por todo Brasil é a Reforma Política e o empoderamento feminino. O assunto orientou os debates da mesa, que teve como palestrantes Liêge Rocha (PCdoB) e Dora Pires (PSB). As militantes alertaram para a relevância da presença feminina nos espaços de poder e tomadas de decisões na busca pela igualdade de direitos, assim como a eleição de candidatas comprometidas com a luta das trabalhadoras.

Liêge Rocha reafirma importância do empoderamento feminino

Ao final do primeiro dia, as cetebistas assistiram ao debate sobre o III Plano Nacional de Políticas para Mulheres, com Márcia Leporace - SPM e Olgamir Amâncio - secretária da Mulher do DF. A representante da SPM se colocou à disposição da Central no sentindo de unificar as forças em prol da efetivação das propostas contidas no documento aprovado na Conferência Nacional. Outra promessa feita por ela foi levar a reivindicação da CTB de compor do Conselho Nacional de Politicas para Mulheres à secretária da pasta. “Reivindicação mais do que justa”, apoiou a representante.

Representante da SPM se comprometeu a unir forças com as cetebistas



O segundo dia de discussões foi aberto com uma palestra que “incendiou” a plenária, sobre a participação das mulheres e jovens dentro do movimento sindical, com os dirigentes da CTB, Paulo Vinícius e Doquinha, o presidente da Contag, Alberto Broch e Lucia Maia, da Construção Civil.

O debate, que a princípio era para ser feito com poucas intervenções, superou as expectativas, já que dezenas de mulheres se inscreveram para relatar as dificuldades enfrentadas dentro dos sindicatos em cada região.

“Queremos exigir que se cumpra a cota de gênero nas mesas de negociações. Por que não aparece nas fotos mulheres nas reuniões com a presidenta Dilma? Por que não nos dão espaço, não participamos”, questionou Doquinha ao completar que as mulheres precisam fazer esse enfrentamento dentro do movimento sindical. “Esse fato demonstra a necessidade do empoderamento das mulheres dentro do movimento sindical. Não queremos cargos secundários, mas sim cargos principais. Dirigir as lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras!”.

Como resoluções do evento da discussão, ficou acertada a proposta de defesa da organização de mais cursos de formação específica para as mulheres, já que nos demais cursos oferecidos a participação das mulheres é pequena e a organização de encontros nacionais anuais, que atualmente são realizados de quatro em quatro anos.

A situação das mulheres no mercado de trabalho e nas negociações coletivas foi o tema da última mesa. Com palestra da técnica do Dieese Lilian Arruda, as mulheres receberam orientações acerca de seus direitos e importância de ocupar espaços nos sindicatos para ampliar as propostas de gênero nos acordos coletivos.

Ao final do encontro as mulheres construíram e aprovaram um plano de ação que incluí bandeiras que devem continuar a balizar as ações da central, como a defesa por creches, redução da jornada, aprovação o PL da igualdade no mundo do trabalho, efetiva aplicação da lei Maria da Penha, ampliação da licença maternidade para 180 dias, Reforma Agrária, luta pelas delegacias da mulher, unicidade, dentre outras. O documento será submetido à aprovação da direção plena da CTB Nacional.

“O objetivo de estimular as mulheres a disputarem os espaços de poder foi alcançado. Fechamos com chave-de-ouro, pois a disposição das mulheres (rurais e urbanas) nos impressionou sobremaneira. Agora o próximo passo é tentar efetivar as propostas contidas no documento oriundo do encontro, a partir das ações mais urgentes, como apoiar todas as candidaturas das mulheres nos estado durante o processo eleitoral municipal”, concluiu a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ao encerrar o encontro.

Portal CTB

Pacote do governo não resolve o drama da desindustrialização



O movimento sindical brasileiro acolheu com espírito crítico o pacote econômico contra a desindustrialização anunciado nesta terça-feira, 3, pelo governo Dilma. Ele contém uma ou outra medida positiva, mas peca pela timidez ao manter a política macroeconômica (juros altos, câmbio flutuante e superávit primário), coloca em risco o financiamento da Previdência e não contempla as contrapartidas sociais reclamadas pelas centrais aos benefícios concedidos ao empresariado.

O pacote prevê a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%. Estabelece, ainda, entre outras coisas, a redução dos juros cobrados pelo BNDES no Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), cotas de importações para o setor automotivo e prioridade para a indústria nacional nas compras governamentais.

De acordo com estimativas da equipe econômica, a desoneração da folha resultará numa renúncia fiscal de R$ 7,5 bilhões e o conjunto de medidas de estímulos à indústria deve somar R$ 60,4 bilhões. Os representantes dos trabalhadores, que não foram consultados previamente sobre o conteúdo das medidas, alimentaram em vão a expectativa do anúncio de contrapartidas sociais como a garantia do emprego nos ramos beneficiados.

A iniciativa, embutida no plano “Brasil Maior”, reflete a preocupação do governo com o processo de desindustrialização em curso no país, o que não deixa de ser positivo. Porém, é amplamente dominante a sensação de que o pacote tem caráter paliativo e está longe de significar uma solução efetiva e duradoura para o problema.


Já não é segredo para ninguém que a lenta agonia da nossa indústria decorre principalmente da orientação macroeconômica de viés neoliberal, uma herança maldita do tucano FHC. O câmbio flutuante e os juros altos se aliam ao tsunami monetário provocado pelas políticas econômicas dos EUA e UE para manter o real sobrevalorizado, encarecendo as exportações, barateando importações e reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Mais uma vez ficou claro que o governo não pretende promover mudanças neste terreno. O Brasil também carece de uma política industrial consistente, reforma tributária (para desonerar o trabalho e a produção) e maiores investimentos em infraestrutura, o que pode ser viabilizado com a redução do superávit primário e a destinação da poupança hoje canalizada para o pagamento de juros a esta outra finalidade.

A desoneração da folha coloca em risco o financiamento da Previdência e pode abrir caminho a uma maior privatização do setor. O governo garante que o Tesouro vai reservar os recursos provenientes do novo imposto sobre faturamento para o INSS e cobrir a renúncia fiscal de R$ 7,5 bilhões, mas não está muito claro se isto será mesmo feito e como. É também inaceitável que os estímulos bancados pelo erário não sejam condicionados à contrapartida do emprego, o que serviria para reduzir a alta e escandalosa rotatividade da mão de obra no país.


A CTB conclama os trabalhadores e trabalhadoras a intensificar a mobilização em torno do “Grito de Alerta” por mudanças imediatas na política econômica e participar em massa do 1º de Maio unificado, em defesa de suas bandeiras históricas, como a redução da jornada de trabalho e a reforma agrária, e da agenda da 2ª Conclat por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho e Soberania. Sem luta não haverá mudanças.

Wagner Gomes é presidente da CTB

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Globo protege a Veja. E pede desculpas


Saiu no Amigos do Presidente Lula uma descrição inenarrável de corporativismo e piguice (é assim mesmo, amigo revisor. Obrigado ! – PHA) (*):




Censura na Globo: Moreno apaga ironia sobre conexão Veja-Carlinhos Cachoeira

Na Globo, jornalista demotucano pode até estar envolvido em esquema de corrupção do calibre de Carlinhos Cachoeira, que está acima do bem e do mal, e não pode ser criticado, segundo uma nota na rádio Moreno, onde diz:

“Independentemente da condição de respeitabilidade que usufrui no meio o jornalista Policarpo Junior, não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista”.

Chega até a ser escárnio, ler na tela de “O Globo” que “Reza o bom jornalismo que a denúncia em si não é notícia. Só depois de apurada e ouvida as partes envolvidas”. Coisa que a Globo se lixa quando se trata de políticos que o jornal toma como inimigos políticos.

São “dois pesos e duas medidas”, como se diz no popular.

Centenas de denúncias levianas e estapafúrdias contra políticos que apoiam os governos Lula e Dilma, ou contra os próprios Presidentes, nunca foram censuradas nas organizações Globo, por mais absurdas e desmentidas que fossem.

Já valeu até “reporcagens” baseadas apenas no gó-gó do ex-presidiário Rubnei Quicoli, sem qualquer apuração que sustentasse denúncias mirabolantes “como reza o bom jornalismo”.

Já uma única ironia sobre o editor da revista Veja, Policarpo Júnior, supostamente pego com a boca na botija em 200 ligações telefônicas com Carlinhos Cachoeira, escrita pelo jornalista Theofilo Silva, no blog Rádio Moreno, foi apagada, e substituída por um pedido de desculpas à revista Veja e seu editor.

A Globo só não consegue apagar e censurar as redes sociais. Eis o texto apagado que já caiu na rede:

A Cachoeira do Carlinhos


THEÓFILO SILVA

Corre um boato em Brasília que tem gente que “caiu na cachaça”, na cidade, que está tomando porres – de Scotch Blue Label, claro – fazendo festa, comemorando. O motivo seria a desgraça do Catão de Goiás, o implacável caçador de corruptos, senador Demóstenes Torres. Eles estariam eufóricos, porque o homem que os apontou, quando da operação Caixa de Pandora, aquela que afastou todo o governo do Distrito Federal, está provando do mesmo remédio que lhes ministrou, e é agora vítima da Operação Monte Carlo da polícia federal.

Os exultantes farristas seriam, entre muitos outros, o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda e sua quadrilha. Desculpem, turma, aquela mesma que perdeu os cargos públicos e passou boas semanas no Presídio da Papuda – belo nome para um presídio. Dizem que tem corrupto chorando de emoção, abraçando a família, mandando rezar missas, pagando promessas, até soltando fogos, por se sentir vingado, vendo o colega de partido, que não teve condescendência com eles, ser acusado de crimes mais graves do que o deles. “Nada como um dia atrás do outro”, estão dizendo os ex-deputados expulsos do DEM pela pronta ação de Demóstenes na executiva do Partido. Vemos que nem toda desgraça produz somente dor. A euforia das vítimas do Savonarola do Senado é uma prova de que a vingança é mesmo um prato servido frio! Em sua cruzada ética pelo país, qualquer homem público acusado pela imprensa, polícia, promotoria, tinha em Demóstenes, o senador promotor, um rápido julgamento.

Vamos esquecer Demóstenes um pouco, e falar do seu querido amigo e professor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Shakespeare diz em uma de suas peças que: “O dinheiro é o melhor soldado, quando ele vai à frente todas as portas se abrem!”. Cachoeira seguia essa premissa, pois saiu derramando dinheiro pra tudo quanto é lado.

Será que o apelido Cachoeira é porque ele faz o dinheiro jorrar facilmente para as mãos de seus amigos: Demóstenes, Valdomiro, Leréia e outros? O Jornal Nacional mostrou um vídeo em que Cachoeira comenta que despejou três milhões de reais nos baldes do senador. E é só o começo, a polícia federal calcula que o montante chega a cinquenta milhões de reais!

Cachoeira conseguiu derramar seu dinheiro na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, onde teria mais de 250 pessoas nomeadas, e outros servidores públicos trabalhando para ele, dentro da polícia federal, ministério público, poder judiciário, e por aí vai. Vários deles estão presos. Como água, que entra em todo canto, Cachoeira espalhou-se por dentro do Estado, minando as instituições públicas. Para acumular esse dinheiro, e comprar essas autoridades todas, Cachoeira explorava os jogos caça-níqueis por todo o estado de Goiás e entorno de Brasília. Para isso, contava com apoio do senador mais respeitado da República, o procurador de justiça Demóstenes Torres.

O fato é que, a Cachoeira do Carlinhos inundou o Estado, derramando dinheiro sobre todos aqueles que facilitavam seus crimes. Sem concorrentes, controlando um negócio ilícito, de lucro fácil, o contraventor podia comprar qualquer um. Um dos outros envolvidos por Cachoeira estaria o poderoso editor da revista Veja, Policarpo Júnior, que falou com Cachoeira mais de duzentas vezes por telefone. Se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado?

O grande problema do Cachoeira é que, numa Cachoeira quanto mais água ela jorra, mais incontrolável ela fica, então, do mesmo jeito que ela pode banhar os seres que vivem em torno dela, também pode afogá-los. De certa forma, foi isso que aconteceu com essa turma toda, a Cachoeira que os engordou, acabou por afogá-los! Tem tanta gente afogada nessa história, que ainda não deu tempo de ver os corpos! Eles vão começar a aparecer agora! Demóstenes é o primeiro deles.

Theófilo Silva é articulista colaborador da Rádio do Moreno.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Governo anuncia pacote de R$ 18 bi para fortalecer a indústria



Em anúncio publicado nesta segunda-feira (2), o governo informou que será aplicado um conjunto de medidas para ampliar os financiamentos para aquecer a economia nacional.

De acordo com a declaração do governo, o pacote visa à ampliação da competitividade dos setores industriais, bem como a valorização do real. O pacote, que está sendo preparado pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, será anunciado nesta terça-feira (3) pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Em entrevista ao Vermelho, Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), disse que o movimento sindical, que já vem aprofundando o debate desde o inicio deste ano, espera que as medidas busquem aprofundar o desenvolvimento.

“O que esperamos ouvir amanhã é que estas medidas não sejam ações paliativas, pelo contrário, que estejam sendo planejadas para impactar no processo de desenvolvimento. Esperamos medidas que atuem diretamente na questão estrutural do país e que estas também impactem na vida do trabalhador, sobretudo com geração de postos de trabalho. Ou seja, esperamos um pacote de ações de longo prazo”, explica o dirigente

Segundo a nota, o governo pretende anunciar uma reformulação nas linhas de financiamento para investimento e capital de giro do Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES). A estratégia é ampliar o número de setores favorecidos, com a redução das taxas de juros e maior prazo para pagamento. A previsão é que haja um aumento de R$ 18 bilhões nos empréstimos.

O Ministério da Fazenda também informou que haverá mudanças nas regras de atuação dos fundos de desenvolvimento regional para alavancar investimentos em infraestrutura.

O Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também poderão atuar neste mercado, oferecendo empréstimos com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia. O risco das aplicações deve ser transferido do Tesouro para os bancos.

Fonte: Portal Vermelho
De São Paulo, Joanne Mota com agências

Fidel Castro: O mundo maravilhoso do capitalismo



A busca da verdade política sempre será uma tarefa dura, mesmo em nossos tempos, quando a ciência pôs em nossas mãos um grande número de conhecimentos. Um dos mais importantes foi conhecer e estudar o fabuloso poder da energia contida na matéria.

Por Fidel Castro

O descobridor dessa energia e seu possível emprego foi um homem pacífico e bonachão que, apesar de seu repúdio à violência e à guerra, solicitou seu desenvolvimento aos Estados Unidos, então presidido por Franklin D. Roosevelt, de conhecida posição antifascista, líder de um país capitalista em profunda crise, que tinha contribuído para salvar com fortes medidas que mereceram o ódio da extrema direita de sua própria classe.Hoje esse Estado impõe ao mundo a mais brutal e perigosa tirania que nossa frágil espécie já conheceu.

Os despachos procedentes dos Estados Unidos e seus aliados da Otan se referem aos crimes cometidos por eles e seus cúmplices. As cidades mais importantes dos Estados Unidos e da Europa refletem constantes batalhas campais entre os manifestantes e a polícia bem treinada e alimentada, com carros blindados e escafandros, distribuindo golpes, pontapés e gases contra mulheres e homens, torcendo mãos e pescoços de jovens e velhos, mostrando ao mundo as covardes ações que são cometidas contra os direitos e a vida dos cidadãos de seus próprios países.

Até quando podem durar semelhantes barbaridades?



Para não ser extenso, já que estas tragédias irão sendo apresentadas cada vez mais pela televisão e a imprensa em geral, e serão como o pão que a cada dia se nega aos que menos têm, citarei o despacho recebido hoje, de uma importante agência de notícias ocidental:“Boa parte das costas japonesas do Pacífico poderiam ficar inundadas por uma onda gigantesca superior a 34 metros se se produzisse um terremoto poderoso, segundo os cálculos revisados de um painel do governo. Qualquer tsunami desencadeado por um terremoto de magnitude 9 na depressão de Nankai, que vai desde a principal ilha japonesa de Honshu até a ilha sulista de Kyushu, poderia alcançar os 34 metros de altura, assinalou o comitê. Um cálculo anterior em 2003 estimava que a altura máxima de tal onda seria inferior aos 20 metros. A usina de Fukushima tinha sido projetada para resistir a um tsunami de 6 metros, menos da metade da altura da onda que a impactou em 11 de março de 2011.”

Mas não há razões para preocupação. Outro despacho, datado 30 de março, pode nos tranquilizar. Procede de um meio realmente bem informado. Sintetizarei em breves palavras: “Se você fosse jogador de futebol, xeique árabe ou executivo de uma grande multinacional, que tipo de tecnología lhe faria suspirar? Recentemente, umas conhecidas lojas de luxo em Londres inauguraram uma seção inteira dedicada a amantes da tecnologia com carteiras abarrotadas. Televisores de um milhão de dólares, câmeras de vídeo Ferrari e submarinos individuais são alguns dos fetiches para fazer as delícias do milionário. O televisor de um milhão de dólares é a joia da coroa. No caso da Apple, a empresa se compromete a entregar seus novos produtos no mesmo dia do lançamento no mercado. Imaginemos que saimos de nossa mansão e já estamos cansados de rondar por aí com nosso iate, limousine, helicóptero ou jet. Ainda nos resta a opção de comprar um submarino individual ou para duas pessoas.”

A oferta prossegue com celulares com capa de aço inoxidável, processador de 1,2 Gigahertz e 8 Gigas de memória, tecnologia NFC para realizar pagamentos através do celular, câmera de vídeo de marca Ferrari.

É verdade, compatriotas, que o capitalismo é uma coisa maravilhosa! Talvez nós sejamos culpados de que cada cidadão não tenha um submarino particular na praia. Foram eles e não eu quem misturou no mesmo saco os xeiques árabes e os executivos das grandes transnacionais com os jogadores de futebol. Pelo menos estes últimos entretêm milhões de pessoas e não são inimigos de Cuba. Devo esclarecê-lo.

Fidel Castro Ruz, 1º de abril de 2012, às 20h35

Fonte: Cubadebate

Tradução da Redação do Vermelho