terça-feira, 12 de junho de 2012


Gilson Reis participa de Ato em prol da preservação ambiental

Na semana em que comemora o dia do meio ambiente (05/06), não há nada para comemorar, pois a causa ambiental deve ser urgentemente repensada. Essa reflexão foi feita pelo presidente licenciado do Sindicato dos Professores – Sinpro Minas Gilson Reis nessa terça-feira dia 12 de junho, em um Ato de Conscientização realizado na Praça Padre Eustáquio, com distribuição de mudas e apresentação teatral.

Um dia antes da abertura do Encontro Rio + 20, o presidente falou da urgente necessidade de repensar o posicionamento mundial frente a questão ambiental e de recolocar em discussão, pontos debatidos na ECO 92 que ainda não foram cumpridos. De acordo com ele, a ausência já anunciada dos principais países poluidores, que é o Estados Unidos, Japão e China demonstra que a política ambiental internacional não avançará de maneira satisfatória.

O professor chamou a atenção para a necessidade de se pensar na preservação ambiental regional. Ele citou como exemplo a regional Noroeste,“aqui não há nenhuma concentração de verde. As praças estão vandalizadas, não há espaços ecológicos que a população possa usufruir. Os riachos e rios da região estão assoreados e rio, como o da Avenida Pedro II foi escondido e serve apenas como transporte de esgoto. Precisamos sim, pensar em uma escala de preservação global, mas local também” afirmou o biólogo, que ressaltou a importância de mobilizar a sociedade pela causa.


Gilson Reis citou também a situação de degradação de algumas serras na região metropolitana, vítimas da exploração mineral desenfreada. Segundo ele, a ganância de algumas empresas pode acabar com vida vegetal nesses locais, como tem acontecido na Serra da Gandarela em Caeté. 



terça-feira, 5 de junho de 2012

Cúpula Social apoia proposta de novo organismo regional na AL

A Cúpula Social paralela à 42ª Assembleia da Organização de Estados Americanos (OEA) respaldou nesta segunda-feira a luta dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Correa, do Equador, para a criação de um novo organismo regional e um novo sistema latino-americano de direitos humanos que não responda a ditames extrarregionais.

A Cúpula Social congrega delegações e representações sociais do Peru, Chile, México, Argentina, Chile, Equador, Brasil, Venezuela e Bolívia, entre outros países.

Ao ritmo de uma tradicional dança boliviana, ambos os mandatários foram elogiados pela firme proposta apresentada à OEA, sobre a criação de um novo organismo regional, o direito marítimo da Bolívia, a libertação dos cinco patriotas cubanos e a recuperação das Ilhas Malvinas pela Argentina.

"Como chilenos pensamos que é o desaparecimento de uma coisa antiga e o nascimento de algo bom. Esta organização deve ser profundamente anti-imperialista e em sua agenda deve constar a recuperação dos recursos naturais para cada povo, deve refletir a verdadeira integração dos povos", afirmou Juan Cuevas, representante da União Bicentenário do Chile.

"Não queremos ser colônia norte-americana", gritaram em uníssono os delegados – indígenas, trabalhadores e camponeses de diferentes países, que desfraldavam suas bandeiras e mostravam cartazes em apoio aos presidentes dos países que fazem parte da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).

Agência Bolivariana de Informação

Dilma: governo atua para garantir qualidade aos usuários do SUS



A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça (5) que o governo trabalha para garantir atendimento de qualidade a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Na coluna “Conversa com a Presidenta”, Dilma respondeu ao artífice Aluízio Ferreira de Araujo, morador do Rio de Janeiro (RJ), sobre o atendimento na rede pública.

Entre as iniciativas do governo, ela citou o programa de atendimento domiciliar, o Melhor em Casa, lançado em 2011, que reduz a lotação dos hospitais e dá atendimento mais humanizado, com o paciente junto à família.

“E desde janeiro enviamos a Carta SUS aos pacientes, para saber como ele foi tratado durante a internação. Criamos também as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 Horas), que podem resolver 97% dos casos que recebem. São exemplos do esforço permanente para melhorar a saúde no Brasil, e que terá continuidade.”

O lavrador Afonso Miranda de Araújo, de 76 anos, morador de Oliveira dos Brejinhos (BA), perguntou à presidenta se ainda veria luz instalada em seu povoado pelo programa Luz para Todos. Ela respondeu que a luz está programada para chegar a casa dele no próximo ano. Segundo a presidenta, o estado da Bahia é o mais favorecido pelo programa, que já beneficiou 2,9 milhões de famílias em todo o Brasil.

“Ao garantir a chegada da energia à casa dessas famílias, estamos fazendo uma verdadeira revolução no Brasil. Com a energia, melhora a qualidade de vida das pessoas e aumenta a sua capacidade de produção. Nosso objetivo é levar energia a todos os brasileiros, como você, Afonso, que em breve terá luz em casa.”

Dilma falou ainda sobre o Programa Ciência sem Fronteiras. O advogado Ronaldo Botelho Gomes, de Belo Horizonte (MG), perguntou se o programa oferece bolsas para pós-graduação lato sensu. Dilma respondeu que devido à necessidade do Brasil investir em áreas que permitam acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, o foco do programa é oferecer bolsas de graduação e doutorado nas áreas de ciências exatas, médicas e tecnológicas.

“Até 2014, vamos enviar 101 mil estudantes ao exterior. Neste ano, haverá 20 mil bolsas para estudantes de física, química, matemática, biologia, ciências médicas e da computação e em todas as áreas de engenharia. Instituições de excelência, como a Universidade Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, oferecem vagas para nossos bolsistas.”

Fonte: Blog do Planalto


Seminário da Contee indica rumos para a comunicação sindical

A forma e o conteúdo da comunicação sindical foi discutida nos dias 31 de maio e 1º de junho, em São Paulo, durante o Seminário de Comunicação e Formação da Contee. Dirigentes sindicais e jornalistas de diversas regiões do Brasil acompanharam os dois dias de debate. A coordenadora geral da Contee Madalena Guasco abriu os trabalhos informando sobre a transmissão ao vivo do evento, pela internet, o que permitiu o compartilhamento das discussões com trabalhadores de todo o país, que não puderam marcar presença.

O jornalista Luis Nassif fez a palestra de abertura e falou sobre o crescimento das mídias sindicais e alternativas em contraponto aos veículos convencionais. O jornalista deu dicas para os assessores de imprensa e sindicalistas sobre como melhorar o relacionamento com os veículos de comunicação e citou a postura do portal Vermelho como um exemplo de bom jornalismo. “Eu tenho uma forma simples, seguir o que o Vermelho vem fazendo, pois é baseado no bom jornalismo. O que eles fazem é selecionar as notícias de interesse, fazer um filtro e colocar os pontos de vista em debate. Mesmo com recursos limitados, se cada sindicato fizer este trabalho, com rigor jornalístico, a massa de informação e de fatos objetivos fica enorme. “No final, são os fatos objetivos e bem colocados que fazem a diferença”, afirma.

Ao ser questionado sobre a importância das mídias sindicais que ocupam espaços nos veículos convencionais, como no caso do programa de tv do Sinpro Minas que vai ao ar todo domingo, em canal aberto, Nassif aponta a necessidade de se investir em iniciativas locais em todos os setores da sociedade para atingir o objetivo maior de democratizar a comunicação no país. “A democracia se dá quando os diversos segmentos sociais expõem a sua posição amplamente. Então, quando os sindicatos fazem este trabalho para fora, são obrigados a pensar em temas mais abrangentes e não somente em temas específicos ao sindicato, assim ajudam a consolidar a democracia e se colocam como agentes relevantes no debate político”, completa. 

O diretor de comunicação do Sinpro Minas Aerton Silva destacou a importância do debate sobre a comunicação sindical. “Precisamos estar atentos ao que acontece no mundo da comunicação, pois não basta somente o sindicato se comunicar com sua base. É preciso sempre buscar formação e troca de experiências, para melhor fazer contato com a sociedade, no sentido de levar a todos as pautas da Educação, dos professores, das lutas dos trabalhadores”.

No segundo dia do evento, a mesa: “A comunicação sindical e a democratização da mídia” contou com a participação do presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, e do assessor de políticas públicas da diretoria executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), João Brant.

Assista AQUI a mesa na íntegra

Para Altamiro Borges, a comunicação sindical necessita de transformação. Na opinião do jornalista, a linguagem utilizada está envelhecida e tem característica declaratória, com pouca reportagem. “Talvez não estejamos falando a língua dos trabalhadores”, reflete.

Segundo Miro, a melhor forma de lutar pela democratização da mídia é fortalecer a própria mídia dos trabalhadores – os veículos próprios de comunicação e a imprensa alternativa. Além disso, é fundamental lutar por políticas públicas e pela regulamentação do que já está na Constituição Federal a esse respeito. “Estamos num bom momento, pois o Governo Federal finalmente conseguiu “sair das cordas”, em que estava no primeiro ano de mandato”.

João Brant, que também integra o Coletivo Intervozes, falou sobre o complexo processo de formação da opinião pública, explicando que é preciso garantir no país “a igualdade no exercício da liberdade de expressão”. E apresentou como grande desafio para o campo da luta pela democratização da comunicação a necessidade de “falar para fora do movimento e não só para os nossos pares”.

João convidou a CONTEE a somar-se na luta e apoiar a Campanha pela regulamentação da mídia, a partir da construção e aprovação de um marco regulatório para o setor, encabeçada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Após o rico debate, os participantes do Seminário aprovaram moção de apoio total à Campanha pela liberdade de expressão e direito à comunicação do FNDC.

Clique AQUI e leia a moção na íntegra.
Veja também AQUI a galeria de imagens da atividade

Para o professor José Carlos Arêas, foi um evento de extrema importância, com excelentes palestrantes e que colocou em debate a importância da comunicação para a luta de ideias. “Fortalecemos a cada dia a articulação entre as mídias sindicais para enfrentar a desinformação da sociedade e a manipulação dos veículos convencionais”.

Com informações do portal da Contee

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Em reunião inédita, centrais apresentam sua pauta à Comissão do Trabalho da Câmara

A CTB, a UGT e a NCST participaram nesta quarta-feira (30), em Brasília, de uma reunião de caráter inédito: os representantes das centrais sindicais puderam discutir e apresentar sua pauta de reivindicações a diversos membros da Comissão do Trabalho, de Administração e de Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados.

Segundo Joílson Cardoso, secretário de Relações Institucionais da CTB, nunca antes as centrais tiveram a oportunidade de expor de maneira tão aberta seus pontos de vista na CTASP, agora presidida pelo deputado Bala Rocha (PDT-AP). “Foi possível tratarmos de mais de 30 propostas e projetos de lei que tramitam atualmente no Congresso Nacional, todas de grande interesse da classe trabalhadora”, explicou, destacando que diversos deputados acompanharam as discussões, entre eles Sandro Rosado (PSB-RN) e um representante do gabinete de Assis Melo (PCdoB-RS).

Lista de projetos

Entre as mais de 30 propostas e projetos apresentados pelas centrais aos deputados, destacam-se a regulamentação de diversas profissões, o combate ao assédio moral e às práticas antissindicais, a estabilização dos dirigentes sindicais, a terceirização e o custeio das entidades sindicais.

“Em grande parte desses temas, já existem projetos de lei aprovados pelo Senado, que se encontram parados na Câmara Federal por conta do lobby dos empresários junto à gestão anterior da Comissão que nos recebeu hoje”, salientou o dirigente da CTB.

Além desses temas, Joílson Cardoso aproveitou para expor, em nome da CTB, a necessidade de o Congresso debater o mais rápido possível pautas como a redução da jornada de trabalho, a Medida Provisória para isentar de Imposto de Renda os ganhos dos trabalhadores a partir de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de suas empresas, a Convenção 158 da OIT e o fator previdenciário. “Pautamos esses assuntos pela importância fundamental para a classe trabalhadora”, afirmou, dando destaque também para a recente aprovação da PEC do trabalho escravo.

Segundo o dirigente da CTB, Bala Rocha se mostrou bastante receptivo às demandas apresentadas pelas centrais. “Ele se comprometeu a manter um grupo de trabalho para que possamos apresentar nossos projetos de maneira mais detalhada aos deputados da CTASP”, relatou Cardoso, lembrando que em breve os parlamentares da Comissão devem promover uma rodada de discussão na qual também compareçam representantes do empresariado.

Debate sobre a crise

Os dirigentes das três centrais sindicais também foram ouvidos em relação à forma como os trabalhadores estão sendo atingidos pela crise financeira internacional. A CTB expôs seus pontos de vista de forma muito clara:

- Temos apoiado o governo nas medidas emergenciais para atenuar os efeitos da crise, como a renúncia fiscal. Mas entendemos que esses gestos para o empresariado precisam de uma contrapartida social, para que sejam gerados empregos em maior número, com maior qualidade e estabilidade.

- Não aceitaremos que o governo siga auxiliando empresários que venham a demitir trabalhadores.

- Entendemos que, neste momento delicado, o governo poderia tomar medidas específicas para a classe trabalhadora, como a instituição da MP da PLR, por meio da qual se veria uma efetiva distribuição de renda e o fortalecimento do mercado interno.

- Também temos cobrado uma atenção especial para a aprovação, pelo Congresso, da Convenção 158 da OIT, que trata da rotatividade e da demissão imotivada.

- Além de medidas emergenciais, é necessário que o governo crie medidas estruturais, como o fortalecimento da indústria em prol do mercado interno e a redução da jornada de trabalho (algo que, segundo o Dieese, poderia gerar 2,5 milhões de empregos). Da mesma forma, é necessário rever a política macroeconômica do país, com a continuidade da queda dos juros e o fim do câmbio flexível.

Portal CTB