segunda-feira, 5 de julho de 2010

Baixa remuneração ameaça profissão de professor


A baixa remuneração está colocando em risco a profissão de professor. Com a desvalorização no mercado, a carreira toma o rumo da extinção. Pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas apontou que apenas 2% dos quase 2 mil estudantes do 3º ano do Ensino Médio entrevistados têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula.

A pesquisa foi realizada em 18 escolas públicas e particulares de oito cidades do Brasil. Outros 9% mencionam a intenção de cursar disciplinas da Educação Básica, como Letras, História e Matemática – o que não garante, entretanto, que eles venham a se interessar pela carreira.

No ano passado, o Censo da Educação Superior descobriu que cursos ligados à formação de professores têm relação candidato/vaga alarmante: enquanto Medicina aponta uma média de 21,8 candidatos competindo por um vaga, os cursos de formação de professores não ultrapassam 1,4.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assistiu de perto, nos últimos quatro anos, o desinteresse dos candidatos pela sala de aula. É como se os professores estivessem fugindo da escola. Para se ter uma ideia, em 2006, o curso de Letras caiu de 1.097 inscritos para 630; Ciências Biológicas, de 1.070 para 489; Geografia tinha 463 inscritos, quatro anos mais tarde recebeu apenas 210 inscrições. O curso de História caiu de 568 para 252 candidatos, e com Matemática não foi diferente: de 337 passou para 149 candidatos.

Os últimos números da Secretaria de Estado da Educação (SEE) mostram que Minas Gerais conta com quase 183 mil professores de educação básica atuando em 4 mil escolas estaduais. Anualmente, são gastos R$ 4,4 bilhões com educação. Mas, para quem escolheu ser professor, é preciso mais do que equações para se ter uma educação de qualidade e ver o retorno de profissionais para as salas de aula.


Fonte: Jornal Hoje em Dia

sábado, 3 de julho de 2010

Luis Nassif: O Datafolha e os trackings nas campanhas


Tracking é um monitoramento diário feito para sondar movimentos voláteis de opinião pública. No caso das campanhas, são pesquisas telefônicas, que não tem nem o mesmo rigor nem a mesma abrangência das pesquisas de campo. Mas servem para antecipar tendências.

A pesquisa do Datafolha foi precedida de notas informando que os trackings do PSDB haviam apontado reversão súbita na tendência de queda de Serra.

A campanha da Dilma também tem os seus trackings. O de ontem mostrava a distância abrindo para 10 pontos em favor de Dilma - o oposto do PSDB. Instituto Sensus e Vox Populi são taxativos em apontar tendência irreversível de abertura da distância entre Dilma e Serra - inclusive em pesquisas qualitativas. No dia a dia é possível perceber a corrosão da candidatura Serra até nas conversas com setores historicamente anti-dilmistas - como o mercado financeiro.

O Datafolha fez a segunda maior aposta de sua existência. A primeira foi na pesquisa extemporânea, dias antes da convenção do PSDB, na qual subitamente Serra voltou a abrir vantagem - puxado por inexplicáveis 10 pontos de aumento na sua votação no sul. O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, atribuiu a melhora ao fim das chuvas em São Paulo.

A segunda, agora. O motivo apontado foi o rabo das campanhas gratuitas de partidos aliados. O grosso foi captado pela pesquisa anterior, do Vox Populi, e não afetou em nada a intenção de voto em Serra. O rabo da campanha afetou a pesquisa Datafolha.

As duas pesquisas do Dataholha tinham em comum, coincidentemente, o período angustiante, da candidatura Serra precisar gerar fatos positivos.

É possível que o Datafolha tenha detectado uma inesperada reversão nos rumos das eleições. Se as próximas pesquisas, de Institutos sérios, não confirmarem essa tendência, o Datafolha terá perdido irreversivelmente a maior aposta feita em seus quase vinte anos de existência: sua credibilidade.

Fonte: Luis Nassif Online

Taxa de desemprego tem relativa estabilidade

A Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostra que, em maio, o contingente de desempregadofoi estimado em 2.904 mil pessoas, 38 mil a menos do que no mês anterior. A taxa de desemprego total praticamente não se alterou (de 13,3%, em abril, para os atuais 13,2%). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto passou de 9,5% para 9,4% e a de desemprego oculto (3,8%) não variou. A taxa de participação também permaneceu relativamente estável (de 60,8% para 60,6%), no período em análise.

Em maio, o nível de ocupação pouco variou (-0,2%). A eliminação de 32 mil ocupações, simultaneamente à redução da População Economicamente Ativa – PEA em 70 mil pessoas, resultou na saída de 38 mil pessoas da situação de desemprego. O total de ocupados nas sete regiões investigadas foi estimado em 19.068 mil pessoas e a PEA, em 21.972 mil.

A relativa estabilidade da taxa de desemprego total no conjunto das regiões metropolitanas refletiu comportamentos diferenciados: redução em Salvador, Recife e Belo Horizonte e estabilidade nas demais regiões.





Fonte: DIEESE

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Arquivo fotográfico: 6ª Marcha da Classe Trabalhadora


Em uma manhã de quarta-feira, dia 11 de novembro de 2009, a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora chamou atenção de quem passava pelo centro de Brasília. Organizado pelas centrais sindicais - CUT, Força Sindical, NCTS, CTB, UGT e CGTB - o evento reuniu mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo Brasil.


Contribuição de Ailma Maria de Oliveira – presidente do Conselho de Educação do Estado de Goiás.

Partido Comunista chinês completa 90 anos hoje

O Partido Comunista da China (PCCh) completa hoje, dia 1 de julho, 90 anos de fundação. O Diário do Povo, jornal oficial do PCCh, defendeu que o partido deve manter-se sempre dinâmico e à frente de seu tempo, a fim de colecionar mais façanhas históricas para a nação chinesa.

"A maior tarefa do partido é acelerar a transformação do modelo de crescimento econômico, salvaguardar a estabilidade social, melhorar as condições de vida do povo e solucionar questões mais intimamente ligadas a seus cidadãos", afirma o editorial do jornal.