quinta-feira, 24 de junho de 2010

Professores de Minas continuam na expectativa de decisão sobre o reajuste nos salários

Mais uma vez os professores da rede estadual de Minas ficaram na expectativa da aprovação do novo piso salarial e do plano de carreira dos professores do Estado. Pelo segundo dia consecutivo, professores se reuniram na praça da Assembleia Legislativa para tentar pressionar os deputados a votarem o projeto. Até as 23h45 desta quarta-feira (23) nenhuma decisão havia sido tomada e os deputados da base governista e da oposição negociavam as datas para votação do texto em primeiro e segundo turnos.

Os deputados da oposição tentam incluir 30 emendas ao projeto original para atender às reivindicações do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Os professores não aceitam, por exemplo, o aumento da jornada de trabalho de 24 para 30 horas e reclamam que a lei que passa o piso salarial para R$ 1.320 só valeria a partir de março de 2011.

De acordo com o deputado Padre João (PT), as emendas são uma forma que os deputados têm de aprimorar os projetos, mas a base do governo não está aceitando mudar nada do texto original e, por isso, o impasse está formado. Do outro lado, o deputado Mauri Torres (PSDB) disse que, se não houver acordo, não haverá votação.

Para entrar em vigor no ano que vem, o projeto de lei n° 4.689/10 precisa ser votado na Assembleia Legislativa, em primeiro e segundo turnos, e sancionado pelo governador Antonio Anastasia até 30 de junho.

fonte: O tempo

Moradia tem a dimensão da vida




A nova diretoria do Instituto Minas Moradia tomou posse ontem no auditório do Educandário Creche Menino Jesus, no bairro Concórdia.

Uma solenidade que trouxe reflexões importantes sobre o direito à moradia.
Moradia é princípio da dignidade humana, direito de todos e conquistada com lutas e promovida por meio de movimentos populares organizados.

Moradia significa não apenas morar, mas possuir infra-estrutura básica, acesso ao transporte coletivo e aos equipamentos sociais (saúde, educação, segurança).

Uma questão que deve ser levada com seriedade para o debate neste ano eleitoral, uma vez que apenas o Governo Federal, com o programa Minha Casa, Minha Vida, apresenta uma política habitacional, inexistente no governo estadual e municipal. É preciso atitude para exigir posturas concretas dos nossos políticos.

Morar adequadamente é tão importante e essencial quanto comer, beber ou vestir. É necessidade.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Movimento Sindical e Educação


A I Semana Pedagógica reuniu cerca de 80 professoras para a palestra do professor e sindicalista Gilson Reis, realizada ontem na sala multimeios da Escola Estadual Odilon Behrens.

Entre as inúmeras questões levantadas, Gilson lembrou que o sindicalismo vai além da questão salarial, possuindo uma dimensão política, importante e essencial na vida das pessoas. Por isso, a luta sindical dos professores deve ser também pela qualidade da educação e qualidade de vida. A valorização do profissional é um projeto político.

“A Educação é um bem significativo para a formação de um país, de uma nação. Deve ser a prioridade do governo. Nos últimos anos universalizamos a Educação, porém a precarizamos. Não basta dar acesso à escola. A escola tem que ter qualidade”, disse Gilson Reis.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mudanças ainda estão por vir

Em palestras e seminários que participo costumo dizer que o Brasil vive um momento histórico ímpar com a combinação de dois fatores: a democracia política e o desenvolvimento econômico.

Rompemos com o neoliberalismo e acompanhamos a nação se recuperar gradativamente, com a geração de novos empregos, políticas sociais e mais acesso à Educação.

Mas ainda não é o suficiente.

A combinação dos fatores mencionados acima podem abrir um novo ciclo histórico com uma sociedade mais organizada e mobilizada, com instituições comprometidas com um projeto social.

Vislumbramos um novo momento para o país, com transformações de estruturas, por meio de reformas eficazes em diversas áreas: tributária, previdenciária, na Educação, Saúde.

Mudanças ainda estão por vir.


Gilson Reis

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Um Norte para o Vetor Norte


O título acima é uma referência ao seminário de mesmo nome realizado no sábado, no bairro Baronesa em Santa Luzia. Por lá estiveram representantes dos municípios que formam o vetor norte da região metropolitana de Belo Horizonte.
O objetivo do encontro foi discutir os impactos causados pela construção do Centro Administrativo do Governo de Minas.

Há motivos para preocupação.

O Centro Administrativo atrai novos moradores para a região e sem política do governo, o que começa a existir, e já é fato, é a especulação imobiliária, o aumento do preço do imóvel e consequentemente o IPTU.

No vetor norte já tem início um verdadeiro processo de exclusão.

O seminário discutiu temas como desenvolvimento social, educação e cultura, habitação, meio ambiente, mobilidade, saúde, segurança e trabalho. A idéia é criar propostas para encaminhar ao Plano Plurianual do Estado e da União.

Um Norte para o Vetor Norte foi uma realização da CTB (Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil) e Fameng (Federação das Associações de Moradores de Minas Gerais, com o apoio da Frente pela Cidadania Metropilitana.